- Escolham um recurso de cada vez e um momento possível
- Qualquer pessoa pode pausar ou não responder
- O objetivo é compreender, não produzir uma resposta perfeita
- Recursos educativos não servem para situações de ameaça ou violência
Um ponto de partida, não um teste para o relacionamento
Perguntas e experiências podem abrir assuntos que a rotina deixou de lado. Elas funcionam melhor quando não são usadas para provar que alguém está errado, exigir revelações ou comparar o casal com um ideal.
Antes de começar, façam três combinações simples: qualquer pessoa pode não responder; é possível pedir uma pausa; e o objetivo é escutar antes de tentar resolver.
Check-in: como estamos hoje?
Escolham duas ou três perguntas, sem obrigação de concluir tudo no mesmo encontro:
- O que tem nos aproximado nas últimas semanas?
- O que está ocupando espaço demais entre nós?
- Há algum cuidado seu que eu não tenho percebido?
- De que tipo de apoio você precisa — escuta, ajuda prática ou espaço?
- Qual acordo da nossa rotina precisa ser revisto?
- O que gostaríamos de preservar nesta fase da relação?
Vocês vivem juntos, mas quase não conversam sobre como estão como casal?Vídeo com a psicóloga Brunete Gildin · 0:59 · junho de 2026Assistir no YouTube
Conversa sobre individualidade
Cada pessoa pode completar as frases e depois explicar o que elas significam:
- Um espaço que me ajuda a voltar melhor para a relação é…
- Um interesse seu que eu gostaria de conhecer melhor é…
- Às vezes confundo proximidade com…
- Um limite que preciso comunicar com mais clareza é…
- Um projeto individual que quero cultivar neste momento é…
Espaço individual x egoísmoVídeo com a psicóloga Brunete Gildin · 0:50 · abril de 2026Assistir no YouTube
Individualidade não elimina compromissos compartilhados. O passo seguinte é transformar o que foi dito em um acordo específico e revisável.
Conversa sobre intimidade
Este bloco só deve ser usado quando ambos quiserem conversar. Não há obrigação de responder ou realizar qualquer proposta.
- Em quais momentos você se sente mais próximo ou próxima de mim?
- Como você prefere demonstrar e receber afeto hoje?
- Existe algo que torna difícil dizer “não” ou “agora não”?
- Que tipo de presença faz você se sentir ouvido ou ouvida?
- O que poderíamos experimentar sem transformar isso em cobrança?
O baralho para casais O Despertar do Eu Erótico, criado por Brunete, reúne cartas de reflexão, diálogo e ação em uma experiência digital para adultos. Ele é um recurso de conversa; não é instrumento de diagnóstico, prescrição ou substituto de terapia.
Vivência com o baralho O Despertar do Eu EróticoVídeo com a psicóloga Brunete Gildin · 0:36 · maio de 2026Assistir no YouTube
Depois de uma conversa difícil
Em vez de tentar decidir quem venceu, cada pessoa pode responder:
- O que eu consegui entender sobre você?
- O que ficou sem resposta e precisa de outro momento?
- Houve algo que preciso reparar ou reformular?
- Qual é o menor próximo passo que ambos compreendem?
- Quando vamos revisar esse acordo?
Se a conversa entrar em ataque, medo ou coerção, interromper é mais importante do que terminar o exercício. Em situação de risco ou violência, procure a rede de apoio e os serviços do local onde você está.
Continue no seu ritmo
A videoteca de Brunete reúne os 20 vídeos por tema. Para compreender padrões de diálogo, veja comunicação e conflitos no casal. Casais que vivem fora também podem conhecer a página de terapia de casal para brasileiros no exterior. Quando o casal precisa de um espaço profissional para conversar, conheça terapia de casal ou entre em contato.
O primeiro passo pode ser uma conversa.
Entre em contato para esclarecer participantes, formato, disponibilidade e funcionamento. Não é preciso compartilhar detalhes clínicos por mensagem.
Perguntas frequentes
Estes exercícios substituem terapia de casal?
Não. Eles podem iniciar uma reflexão, mas não oferecem avaliação, acompanhamento profissional nem a proteção de um processo psicoterapêutico.
É preciso responder a todas as perguntas?
Não. Cada pessoa pode escolher não responder, pedir uma pausa ou propor outro momento; consentimento também vale para conversas íntimas.
O recurso serve para decidir se o casal deve permanecer junto?
Não há uma resposta automática. As perguntas ajudam a nomear experiências e acordos, mas decisões pertencem às pessoas e ao contexto vivido.
Podemos usar os recursos durante uma briga intensa?
É melhor esperar que ambos possam conversar com segurança. Se houver ameaça, coerção ou violência, a prioridade é procurar proteção e apoio local.

