Nem toda ansiedade quer ser eliminada

Nem toda ansiedade quer ser eliminada. Algumas querem ser escutadas


O Fenômeno da Ansiedade no Século XXI: Uma Perspectiva Gestáltica

Atualmente, vivemos em uma sociedade que valoriza a performance ininterrupta e a felicidade compulsória. Por consequência, qualquer manifestação de desconforto emocional é rapidamente rotulada como algo que precisa ser “consertado”. No entanto, para a Psicóloga Brunete Gildin, é fundamental compreender que nem toda ansiedade quer ser eliminada. Algumas querem ser escutadas. Esta premissa muda completamente a forma como nos relacionamos com o nosso corpo e com as nossas emoções.

Certamente, a ansiedade se manifesta como uma lacuna entre o “agora” e o “depois”. Na visão da Gestalt, ela é frequentemente descrita como a excitação sem suporte respiratório adequado. Ou seja, é uma energia vital que se mobiliza para uma ação, mas que acaba ficando represada por medos, autointerrupções ou pela falta de apoio no ambiente. Dessa forma, em vez de tratarmos o sintoma como um erro de funcionamento, passamos a vê-lo como uma tentativa desesperada do organismo de retomar sua saúde e equilíbrio.

O Mapa da Ansiedade no Brasil: Contexto e Realidade

Infelizmente, os dados estatísticos mostram que o Brasil enfrenta um desafio colossal em termos de saúde mental. De acordo com o jornal O Globo, o Brasil lidera rankings de transtornos de ansiedade no mundo, afetando drasticamente o bem-estar e a economia. Esse cenário reforça a necessidade de abordagens que não busquem apenas remediar o sofrimento, mas compreender as raízes existenciais e relacionais dessa angústia.

Para a Psicóloga Brunete Gildin, esses números não representam apenas falhas biológicas, mas refletem um modo de vida fragmentado. Frequentemente, a ansiedade surge quando perdemos o contato com as nossas necessidades básicas em prol de demandas externas. Além disso, a cultura do imediatismo nos desconecta do ritmo natural do nosso organismo, gerando um estado de alerta constante que o corpo não consegue sustentar por muito tempo sem sofrer danos.

Nem toda ansiedade quer ser eliminada. Algumas querem ser escutadas

A Diferença entre Ansiedade Funcional e Sofrimento Paralisante

Posteriormente, é essencial discernir o papel que a ansiedade desempenha em nossa vida. Segundo uma reportagem da Folha de S.Paulo, a ansiedade pode ser um mecanismo de defesa saudável, funcionando como um sinalizador de que algo no ambiente ou em nossas escolhas atuais precisa de atenção. Portanto, quando tentamos eliminar esse sinal sem escutá-lo, perdemos a chance de ajustar nossa trajetória de vida.

Nesse sentido, a Psicóloga Brunete Gildin trabalha com o conceito de que o sintoma é um “ajustamento criativo”. Isso significa que, em algum momento do passado, ficar ansioso e alerta foi a melhor forma que o indivíduo encontrou para lidar com uma situação difícil. Todavia, o que antes era uma solução pode se tornar um problema quando o contexto muda, mas o comportamento permanece rígido. Logo, o objetivo da terapia não é a “cura” no sentido médico, mas a ampliação da consciência para que novas formas de estar no mundo possam surgir.

O Medo do Futuro e a Ausência do Presente

Inevitavelmente, a ansiedade nos transporta para um cenário futuro que ainda não existe, povoado por catástrofes hipotéticas. Sob a ótica gestáltica, esse movimento é uma fuga do “aqui e agora”. Quando ocupamos nossa mente com o “e se?”, deixamos de sentir o suporte dos nossos pés no chão e a realidade do momento presente. Além disso, essa desconexão gera um ciclo vicioso: quanto menos presentes estamos, mais inseguros nos sentimos, e mais ansiedade produzimos para tentar controlar o incontrolável.

Por isso, reforçamos a ideia central: nem toda ansiedade quer ser eliminada. Algumas querem ser escutadas. Quando paramos para ouvir o que a agitação está dizendo, muitas vezes descobrimos que ela é um pedido de socorro de uma parte nossa que foi silenciada. Talvez seja a necessidade de dizer um “não” que está guardado há anos, ou o desejo de mudar de carreira, ou simplesmente a urgência de descansar sem culpa.

A Fronteira de Contato e o Ambiente de Trabalho

Constantemente, observamos que o ambiente externo desempenha um papel crucial na manutenção da ansiedade. O jornal CNN Brasil ressalta como o ambiente corporativo tem sido um dos maiores gatilhos para crises de pânico e esgotamento. Na Gestalt, olhamos para a “fronteira de contato” entre o indivíduo e seu meio. Se essa fronteira está sobrecarregada, a ansiedade surge como uma barreira de proteção.

Adicionalmente, é fundamental perceber que a ansiedade não ocorre no vácuo. Ela acontece em relação a alguém ou a alguma situação. Ao investigar com quem o paciente se sente ansioso ou em que momentos o coração acelera, começamos a mapear a rede de significados que sustenta o sintoma. Dessa forma, a terapia proporciona um laboratório seguro para testar novas formas de contato, onde o paciente pode aprender a expressar sua verdade sem o medo paralisante da rejeição.

Como a Gestalt-terapia Transforma a Relação com a Ansiedade

No processo terapêutico fundamentado na Gestalt, o foco central é o desenvolvimento da awareness, ou seja, a tomada de consciência plena sobre o que está acontecendo no corpo e na mente no momento presente. Em vez de buscarmos causas distantes no passado, investigamos como a pessoa sustenta sua ansiedade agora, observando sua respiração, o tom de voz e as tensões musculares. Através desse olhar fenomenológico, o terapeuta ajuda o cliente a transformar a “angústia” (que é a energia sem suporte) em “presença”, permitindo que ele reconheça suas necessidades reais que estavam camufladas pelo nervosismo.

Além disso, a Gestalt-terapia utiliza experimentos e técnicas expressivas para dar voz a essa ansiedade, tratando-a como uma parte integrante da personalidade que tem algo a dizer. Muitas vezes, ao “personificar” o sintoma em sessão, o paciente percebe que aquela agitação é, na verdade, um desejo de autonomia sufocado ou uma necessidade de proteção não atendida. Ao dar espaço para que essa parte se manifeste sem julgamentos, a tensão tende a diminuir organicamente, pois a mensagem foi finalmente entregue e compreendida pela consciência.

Finalmente, o trabalho terapêutico visa integrar as partes fragmentadas do indivíduo, promovendo o que chamamos de autorregulação organísmica. Ao invés de lutar contra si mesmo para “parar de sentir”, o cliente aprende a se apoiar em suas próprias capacidades e a confiar no seu processo de vida. A terapia não oferece uma cura mágica para a ansiedade, mas sim ferramentas para que a pessoa se torne mais íntegra e capaz de lidar com as incertezas da existência, transformando o que antes era um sintoma paralisante em uma fonte de autoconhecimento e crescimento pessoal.

A Importância do Auto Apoio e da Responsabilidade

Certamente, um dos pilares para lidar com a ansiedade é o fortalecimento do auto apoio. Muitas vezes, a pessoa ansiosa busca suporte exclusivamente no externo — na aprovação alheia, em substâncias ou no controle excessivo do ambiente. Na clínica gestáltica, trabalhamos para que o indivíduo descubra seus próprios recursos internos. Consequentemente, ao perceber que possui “chão” emocional, a necessidade de projetar medos no futuro diminui significativamente.

Além disso, assumir a responsabilidade pela própria experiência é um passo libertador. Isso não significa culpar-se pela ansiedade, mas sim reconhecer que se tem o poder de escolher como responder a ela. Quando paramos de lutar contra o sintoma e passamos a escutá-lo, abrimos espaço para uma vida mais autêntica e menos reativa. Portanto, o convite é para que você olhe para sua ansiedade não como um defeito, mas como um mestre severo que tem lições valiosas sobre seus limites e seus desejos.

Considerações Finais sobre a Escuta Clínica

Concluindo, o caminho para uma vida mais equilibrada não passa pela negação das nossas sombras. Pelo contrário, passa pela integração de tudo o que somos. A ansiedade, quando escutada com paciência e método, deixa de ser um ruído ensurdecedor para se tornar uma voz que nos guia de volta para casa — para o nosso centro, para a nossa verdade.

Se este texto ressoou em você, talvez seja o momento de parar de fugir do que sente. A terapia é o espaço ideal para essa tradução emocional. Afinal, como vimos ao longo deste artigo, nem toda ansiedade quer ser eliminada. Algumas querem ser escutadas.

Por que a Dra. Brunete Gildin, psicóloga clínica online em SP é uma excelente escolha?

Inegavelmente, a experiência clínica é o que diferencia um bom atendimento de uma vivência transformadora. Atualmente, a busca por psicólogos em São Paulo tem crescido exponencialmente devido ao aumento do estresse urbano, exigindo especialistas que compreendam essa dinâmica. Nesse sentido, a atuação da Psicóloga Gestaltista Brunete Gildin foca justamente em como o indivíduo se organiza diante das pressões do meio em que vive.

Ademais, é fundamental destacar que a Gestalt-terapia oferece um olhar holístico, tratando o paciente como uma totalidade indissociável de corpo e mente. Provavelmente, você já se sentiu fragmentado em meio a tantas obrigações cotidianas, e é aqui que o trabalho da Dra. Brunete faz a diferença. Assim sendo, o processo terapêutico ajuda a integrar essas partes, devolvendo ao sujeito o sentido de unidade e autonomia.

A importância da especialização e da formação contínua

Surpreendentemente, nem todo atendimento online segue os mesmos padrões de rigor e cuidado. Inquestionavelmente, a segurança do paciente deve vir em primeiro lugar, e é por isso que as diretrizes para a prática da psicologia online são rigorosamente monitoradas no Brasil. Visto que a Dra. Brunete Gildin segue estritamente esses protocolos, o paciente tem a garantia de um ambiente sigiloso e protegido.

Portanto, a escolha por uma profissional experiente em São Paulo oferece uma visão privilegiada sobre os desafios contemporâneos. Com o propósito de oferecer o melhor suporte, a terapeuta mantém-se em constante atualização dentro dos preceitos da Gestalt. Acima de tudo, o foco é sempre o “aqui-agora”, permitindo que as questões sejam resolvidas de forma prática e consciente no presente.

O diferencial da abordagem Gestáltica no mundo digital

Frequentemente, as pessoas temem que o atendimento online seja frio ou impessoal. Contudo, na visão da Gestalt-terapia, o contato é uma função que transcende a barreira física. De maneira idêntica, a sensibilidade da Psicóloga Gestaltista Brunete Gildin permite captar nuances na fala, na expressão e na respiração que revelam o estado emocional do cliente.

Consequentemente, a distância física torna-se apenas um detalhe diante da intensidade do encontro terapêutico. Logo após as primeiras sessões, o paciente costuma perceber que o espaço virtual tornou-se o seu “lugar seguro” para exploração interna. Assim, a tecnologia serve como uma ponte para a liberdade emocional e o amadurecimento psíquico.

Autonomia e Ajustamento Criativo

Em virtude das constantes mudanças no mundo, a capacidade de adaptação tornou-se essencial. Todavia, na Gestalt, não falamos apenas em adaptação passiva, mas em “ajustamento criativo”. Certamente, a Dra. Brunete ajuda seus pacientes a descobrirem novas formas de lidar com velhos problemas, promovendo uma vida mais vibrante.

Dessa forma, a terapia deixa de ser um local de “cura” de doenças para ser um espaço de expansão da consciência. Com efeito, o paciente aprende a confiar em suas próprias percepções e a assumir a responsabilidade por suas escolhas. Por fim, essa jornada conduz a uma existência mais autêntica e alinhada com os desejos mais profundos de cada um.

Como a Gestalt-terapia potencializa o atendimento online

A Gestalt-terapia é especialmente eficaz no contexto online porque prioriza o fenômeno do contato e a consciência imediata do “aqui-agora”. Em vez de focar apenas no relato histórico de fatos passados, o terapeuta observa como o paciente se organiza e se expressa durante a própria sessão virtual. Dessa maneira, a terapia identifica as interrupções de contato e os bloqueios emocionais no momento exato em que eles surgem na fronteira entre terapeuta e paciente. Ao focar na experiência presente, a abordagem permite que mesmo através de uma tela, o encontro seja transformador, devolvendo ao indivíduo a percepção de sua totalidade corporal e emocional.

Além disso, a abordagem Gestáltica trabalha com o conceito de campo, entendendo que o paciente e o seu ambiente (incluindo o espaço virtual) formam uma unidade. Na clínica online, a Dra. Brunete Gildin facilita experimentos que ajudam o sujeito a fechar “Gestalts abertas” — situações inacabadas que geram ansiedade e drenam energia vital. Através do diálogo fenomenológico, o cliente é encorajado a dar voz às suas sensações e a assumir a responsabilidade pela sua própria mudança. Isso cria um suporte interno robusto, essencial para quem busca autonomia e equilíbrio em meio à agitação de uma metrópole como São Paulo.

Por fim, a Gestalt valoriza a singularidade de cada trajetória, tratando cada sessão como um experimento único de autodescoberta. O atendimento online proporciona uma flexibilidade que favorece a continuidade do processo, algo vital para o fortalecimento do auto apoio. Portanto, o método não impõe respostas prontas, mas instiga o paciente a descobrir seus próprios recursos criativos para lidar com as adversidades. Em conclusão, a combinação entre a expertise da Dra. Brunete e o rigor da psicologia Gestalt oferecem um caminho sólido e acolhedor para quem deseja viver com mais presença, clareza e autenticidade.

 

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