Saúde mental e qualidade de vida em outro país

Saúde mental e qualidade de vida em outro país

Bem-estar emocional fora do Brasil: por Psicóloga Brunete Gildin

Antes de tudo, viver em outro país pode ser uma experiência transformadora e enriquecedora. Contudo, sobretudo quando se trata da saúde mental e qualidade de vida em outro país, é essencial reconhecer que essa jornada envolve desafios emocionais, sociais e psicológicos que podem impactar o bem-estar de forma significativa.

Saúde mental e qualidade de vida em outro país: um desafio atual

Assim sendo, mudar de país não é apenas sobre mudar de endereço. Por exemplo, estudos recentes revelam que muitos expatriados enfrentam dificuldades com ansiedade, depressão e isolamento social enquanto tentam se adaptar à nova cultura e rotina. 

Segundo um relatório global divulgado recentemente, muitos trabalhadores não-nativos relatam um aumento de sintomas de estresse e burnout decorrentes do ambiente de trabalho e da vida longe de suas redes de apoio tradicionais.

Igualmente importante, pesquisas apontam que muitos expatriados relatam sentir isolamento e falta de pertencimento nos primeiros meses após a mudança — fatores que podem impactar diretamente na qualidade de vida e no equilíbrio emocional.

Ademais, outro estudo sobre saúde mental de expatriados mostra que há diferenças significativas na forma como diferentes faixas etárias experimentam o estresse e a ansiedade associados à vida no exterior, com jovens reportando níveis muito mais elevados de sofrimento emocional.

Entendendo os principais fatores que influenciam a saúde mental no exterior

1. Adaptação cultural e choque cultural

Logo de início, viver em outra cultura significa enfrentar desafios como barreiras linguísticas, costumes diferentes, normas sociais novas e expectativas divergentes. Essa adaptação pode provocar sentimentos de frustração, incerteza e até solidão — elementos que exigem tempo e atenção emocional para serem integrados.

2. Redes de apoio e relações sociais

Por outro lado, quando se está longe de amigos e familiares, a falta de um suporte social pode agravar o sentimento de isolamento. Por isso, construir novas relações e cultivar vínculos no país de acolhimento é uma parte essencial da manutenção da saúde mental e da qualidade de vida.

3. Pressões profissionais e rotina de trabalho

Além disso, muitos expatriados lidam com expectativas profissionais elevadas, ambientes de trabalho competitivos e rotinas que exigem adaptação constante. Essas pressões podem desencadear sintomas de exaustão emocional e baixa autoestima se não forem acompanhadas de estratégias adequadas de cuidado psicológico.

4. Expectativas vs. realidade

Por conseguinte, a expectativa idealizada de uma vida perfeita no exterior nem sempre corresponde à realidade vivida. A discrepância entre o que se espera e o que se experiencia pode gerar sofrimento emocional e questionamentos sobre a própria escolha de viver em outro país.

Por que a Psicologia Clínica Gestalt é uma aliada na saúde mental de quem vive fora do país?

Foco no aqui e agora

Antes de mais nada, a Psicologia Clínica Gestalt enfatiza a importância da experiência presente. Dessa forma, a terapia Gestalt ajuda você a identificar, reconhecer e integrar suas emoções e sensações exatamente no momento em que elas surgem. Essa abordagem é especialmente útil para expatriados que estão lidando com sentimentos intensos e mudanças constantes.

Consciência corporificada da experiência

Ademais, a Gestalt promove a consciência corporal — ou seja, prestar atenção ao que seu corpo está dizendo. Quando se vive em um contexto novo e estressante, é comum que o corpo manifeste sinais de ansiedade e tensão antes mesmo da mente. A terapia Gestalt convida você a perceber esses sinais e a aprender formas de respondê-los com compaixão e clareza.

Integração das partes da experiência

Igualmente relevante, a Gestalt não fragmenta a pessoa em “problemas” e “sintomas”, mas considera a totalidade da experiência. Isso significa que na terapia com base na Gestalt, você é convidado a observar como seus pensamentos, emoções, comportamentos e ambiente interagem — o que pode ampliar sua capacidade de se ajustar à vida em outro país com mais equilíbrio e vitalidade.

Como viver melhor emocionalmente em outro país

Estabeleça rotinas que promovam bem-estar

Imediatamente após a mudança, tente criar hábitos que cuidem do seu equilíbrio emocional: alimentação regular, sono adequado, atividade física e momentos de descanso são fundamentais para manter a saúde mental.

Busque integração social de forma gradual

Da mesma forma, construir novas amizades, participar de grupos e atividades sociais pode ajudar a diminuir sentimentos de isolamento e aumentar a sensação de pertencimento.

Permita-se sentir — sem julgamento

Sobretudo, estar longe da sua zona de conforto pode trazer emoções intensas. Permita-se vivenciá-las sem julgamentos e reconheça que é natural sentir saudade, saudação e até medo em uma nova fase de vida.

Considere apoio profissional qualificado

Por fim, caso os desafios emocionais comecem a interferir no seu dia a dia, buscar apoio terapêutico é um passo importante e corajoso. A terapia na abordagem Gestalt pode proporcionar insights valiosos e recursos internos que fortalecem sua resiliência.

Cuidando de si mesmo enquanto amplia horizontes

Concluindo, a saúde mental e qualidade de vida em outro país é um tema que merece atenção contínua e cuidado sensível. Viver longe do seu país natal pode oferecer oportunidades únicas de crescimento, mas também exige adaptação emocional, suporte social e estratégias que promovam bem-estar. Psicóloga Brunete Gildin reforça que entender suas emoções no presente, cultivar consciência corporal e integrar sua experiência de forma plena são passos fundamentais para transformar desafios em aprendizados significativos.

Lembre-se: mover-se pelo mundo também é uma jornada interna e, com apoio adequado — como o oferecido pela Psicóloga Brunete Gildin — é possível viver essa experiência com mais equilíbrio, autoestima e qualidade de vida.

Perfil Brunete Gildin

Atuo a partir de um modelo clínico integrativo, com base na Gestalt‑terapia e na abordagem fenomenológica, utilizando recursos da Terapia Cognitivo‑Comportamental e técnicas criativas de intervenção conforme as necessidades de cada cliente. 

Meu foco está na ampliação da consciência, na regulação emocional, no fortalecimento da identidade e no desenvolvimento de relações mais saudáveis e autênticas.

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